A Política como Vocação segundo Max Weber

Primeiramente, vale ressaltar que, Max Weber possuí uma grande influência no ponto de vista sociológico, sendo comparado com Karl Marx e Émile Durkheim, como, fundadores da ciência sociológica.

Pois bem, segundo Weber, a política deve ser exercida e vivida como uma espécie de vocação, isto é, pensar o social na sua globalidade que tornam um caminho necessário para todos aqueles que procuram compreender a natureza e a evolução das sociedades. Portanto, essa conscientização, seria uma espécie de “vocação”, do ponto de vista sociológico, que o político deveria viver. Ele trata principalmente tal tema, com a questão do domínio carismático que, segundo o mesmo, o líder político deve ter este domínio como “força” de sua vocação para seguir o caminho da política no Estado. Assim sendo, esses políticos de “vocação”, no sentido mais autêntico da palavra, são em toda parte as únicas figuras decisivas nas correntes cruzadas da luta política pelo poder.

Nesta perspectiva, na nossa sociedade vemos que esta vocação política não é seguido por muitos. Como dito, Weber, cita o exemplo de um líder carismático, que por vocação deve ter este domínio e força política para bem desempenhar a sua função. Porém, atualmente, vários candidatos a política não possuem um conhecimento suficientemente bom para entrar neste ramo, e, muitos menos possuem este aspecto carismático, ou seja, este “dom” ou “vocação” de liderança para bem desempenhar o seu cargo.

Podemos citar aqui vários exemplos de artistas da música, famosos do futebol e até mesmo pessoas do âmbito religioso que resolvem entrar na política e que acabaram se elegendo nesta última eleição. Nós conseguimos verificar também a falta de conscientização política por parte de muitos cidadãos brasileiros, bem como dos próprios candidatos.

Entretanto, é bom deixar claro que não tenho nenhum preconceito com estes “artistas políticos”, que, aparentemente são pessoas honestas e do bem, sobretudo, aqueles têm a ficha limpa. Todavia, dentro da situação política em que vivemos, precisamos de líderes políticos carismáticos que tenham vocação para isso, que tenham convicção e domínio naquilo que estão fazendo.

Portanto, no Brasil, deve ser revisto e analisado os cargos políticos, na qual só deveriam recrutar pessoas preparadas e que possuam requisitos mínimos para ingressar em algum cargo. Embora, eu não seja adepto em grande parte do pensamento de Weber, devo admitir que segundo este aspecto sobre a vocação na política que, se todos os cidadãos brasileiros terem um pouco mais de consciência política poderemos melhorar a situação atual do nosso país, e, sobretudo, precisamos de líderes carismáticos no poder e que saibam o que estão fazendo, assim sendo, um político com esta consciência e vocação tem mais chance de dar certo do que qualquer artista nacional.

Autor: Bruno Rafael Ferreira Prestes, estudante do 2º ano do Curso de Filosofia.

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