A moralidade das relações sociais | Série: Justiça Social

A sociedade humana seria impossível sem as relações sociais. O alicerce dessas relações, incluindo o diálogo social, é o reconhecimento da dignidade da pessoa do outro e o respeito a ela. Esse respeito começa por meio dos tradicionais gestos de gentileza, inclui a veracidade e a confiança entre os interlocutores. Um dos meios do diálogo social é a transmissão e o intercâmbio de informações. A veracidade das informações está na própria base da formação dos agrupamentos humanos.

Cristo disse sobre si mesmo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6). O cristão que vive em Cristo é servo da Verdade. A veracidade cristã tem profundo caráter religioso: anunciar o Cristo-Verdade. O oitavo mandamento de Deus nos obriga à veracidade: “Não levantar falso testemunho contra o teu próximo”[1] (cf. Ex 20, 16). O cristão deve ser responsável pelas suas palavras: “Eu vos digo que de toda a palavra inútil, que os homens disserem, darão contas no Dia do Julgamento” (Mt 12, 36). Cada palavra deve ser tratada com particular respeito; por isso devemos evitar as palavras vãs, a loquacidade, a maledicência e a mentira. Todos esses abusos com a linguagem são pecados; mas se tornam males maiores, quando acarretam prejuízo ao próximo.

O homem de hoje vive em ambiente informativo, produzido pelos meios de comunicação de massa. Nesse meio, o cristão é chamado a estar a serviço da verdade. Saber falar a verdade, ser fiel à verdade, é também saber calar e guardar segredo em vista do bem do próximo.

[1] Devocionário “Vinde, adoremos”: os dez mandamentos de Deus.

Fonte: Cristo nossa Páscoa: Catecismo da Igreja Greco-Católica Ucraniana. Tradução: Pe. Soter Schiller, OSBM. Curitiba: Serzegraf, 2014, n. 943-945.

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