O Acátisto

Uma das celebrações mais difundidas na nossa Igreja, fora do ciclo temporal, é o acátisto. A palavra acátisto provém da língua grega (“akathistós”) e significa “não-sentado” – um hino que se canta em pé. O acátisto é um conjunto genuíno de cânticos em louvor de Cristo, da Mãe de Deus e dos santos. O caráter solene do acátisto é realçado pela postura orante, estando as pessoas em pé. O acátisto pode ser celebrado publicamente na Igreja ou em particular. Tradicionalmente, o acátisto compõe-se de doze cânticos que incluem vinte e quatro estrofes. O número de estrofes corresponde às vinte e quatro letras do alfabeto grego, sendo que cada uma das letras inicia nova estrofe, formando um acróstico – uma frase composta pelas letras iniciais de cada estrofe, o que expressa o sentido pleno do acátisto.

Cada cântico do acátisto compõe-se de um contáquio, no qual vem expresso o tema da oração e termina com o canto do “Aleluia” e do “ikos”, no qual o tema do contáquio é expandido. O acátisto conclui-se com a repetição do primeiro cântico – o primeiro “ikos”, depois o contáquio. Assim se expressa o caráter ininterrupto da oração, quando o “final” se torna novo “início”.

O acátisto mais antigo conhecido é o dedicado à Santíssima Mãe de Deus, que é cantado nas Matinas do quinto sábado da Grande Quaresma, e também em outros dias do ano litúrgico. Seguindo o modelo do acátisto à Santíssima Mãe de Deus, foram compostos acátistos à Santíssima Trindade, a Jesus Cristo, à Venerável e Vificante Cruz, aos anjos e santos, e também em honra de ícones milagrosos, e até em correspondência a necessidades espirituais: pelos mortos, preparação à Comunhão, etc.

Os acátistos a Jesus Cristo, à Santíssima Mãe de Deus e aos santos incluem em si uma relação orante com a pessoa do santo, memória de distintos acontecimentos de sua vida, a reflexão teológica e a oração de coração, por meio da repetição rítmica das palavras “Aleluia” e “Salve”.

Fonte: Cristo nossa Páscoa: Catecismo da Igreja Greco-Católica Ucraniana. Tradução: Pe. Soter Schiller, OSBM. Curitiba: Serzegraf, 2014, n. 524-527.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Open chat