Latim: passado ou presente?

O estudo da língua latina não alcançou o âmago na atualidade, ou melhor, não propriamente a língua, mas quem a usa, que de certo modo, atingiu graus de baixa credibilidade. Existem aqueles que desprezam a língua por simplesmente aderirem como uma língua morta. Dizer que o latim estar morto significa que a mesma não é mais falada por muitas pessoas ou caiu em desuso. Outro problema, sejam aquelas pessoas que a usam como meio de ser um bom orador, falar e ter argumentos eloquentes, contudo, não consiste simplesmente nisto em ser um exímio orador. A língua, seja ela qual for é própria de uma sociedade, de um povo, de uma cultura, ela, por sua vez, traz uma característica própria do homem como civil comum.

A origem da língua latina se dá na antiguidade, por volta do século VII a. C a qual está ligada a fundação de Roma. A língua na época era próprio do Império Romano. O fato de ser uma língua oficial do Império Romano, acontecia em várias culturas difusões por todos os lugares a qual o Império tinha autoridade e, muitas vezes, imposta aos povos conquistados. Séculos depois, a Igreja Católica tomou a língua latina como oficial para toda a Hierarquia Eclesiástica. O latim antes e depois de Cristo, veio com grandes expansões por toda a Europa.

Mas, o latim, é ainda importante? Ou simplesmente uma língua que ficou no passado e não teve nenhum efeito? Por mais que muitos afirmam que a língua esteja morta ainda assim vale salientar que a mesma deu origem a outras línguas, as chamadas neolatinas. A fundamentação dessas novas línguas baseiam-se com os descentes de Romulo, que tinha um forte espírito de luta e de conquistas tendo como seu ideal. Roma conquista Lácio, depois, logo em seguida, a Itália Central e a Itália Sul e Norte. Os soldados romanos sabiam a língua latina, porém, passou-se por transformações que assim geraram outras línguas, como por exemplo o italiano (na Península Itálica), francês (na Gália), espanhol e o português (na Península Ibérica)[1].

A nomeação da língua por antes de tudo, provém de um povo e desse povo existe uma cultura que abrange notáveis pontos que surgem novos povos e novas culturas. A importância do latim causa na atualidade muitas ausências para muitos que desejam aprofundar seus estudos, principalmente naquelas áreas que a exigem. O latim, foi e é ainda importante para os tempos atuais e futuros, pois, não está impregnada em ser um excelente orador, mas antes, ter a noção que a língua por si só é culta. Segundo Napoleão Mendes, ser culto não é conhecer idiomas diversos, nem mesmo para aguçar seu intelecto, para tornar-se mais observador.[2] Já é de observar da qual foi repito no começo que estas caracterizações da língua não se fundamenta somente em avultar uma pessoa ao seu alto nível de intelectualidade.

Portanto, a língua latina é passada por ser uma língua arcaica e também por acarretar muitos circunscrições miríficas ao logo de toda a história. Ela é ainda passada por causa de seu estilo, falada e escrita. É ainda passada por trazer muitos romances e escritos, teológicos, filosóficos e científicos. Hoje ela é presente, como meio de aprofundar as etimologias das palavras. Tem ainda, competência de ajudar a alumiar dúvidas pertinentes e tantas outras encontradas na análise de nossa língua portuguesa. E por fim, é presente, porque se faz presente no meio acadêmico e eclesial.

Autor: Phaulo Rycardo Souza Guilhon, estudante do 2° ano de Filosofia na FASBAM e religioso Palotino.

[1] COSTA, Aida. Primeiro Livro de latim. 6. ed. São Paulo: Editora do Brasil, 1954, p. 13-14.

[2] ALMEIDA, Napoleão Mendes. Noções Fundamentais da Língua Latina. 5.ed. São Paulo: Editora Saraiva, 1955, p. 8.

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