A explicação do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

O ícone de Nosso Senhora do Perpétuo Socorro mostra a Santíssima Mãe de Deus (conhecido como Santíssima Mãe da Paixão entre os orientais) segurando o menino Jesus, com as suas duas mãos. Jesus é retratado olhando para o Arcanjo Gabriel, que segura a cruz e os pregos no canto superior direito do ícone. No canto superior esquerdo, o Arcanjo Miguel segura a lança, coroa de espinhos e a esponja encharcada de vinho. Estes elementos mostram Jesus meditando a sua paixão. A maneira como Jesus segura a mão de sua mãe mostra a angústia que ele sente e como Maria o conforta.

Ao mesmo tempo, os arcanjos seguram os instrumentos da paixão como se estivessem apresentando presentes ou troféus. O fundo dourado nos lembra a glória da ressurreição. Dessa maneira, o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro também expressa o triunfo de Cristo sobre a morte e o pecado.

A sandália de Jesus caindo do pé mostra a pressa com que ele correu para Maria com medo, olhando para os anjos que seguram os instrumentos de sua paixão e morte. A sandália solta também representa a natureza divina de Cristo, desamarrada dos limites da terra. A sandália que permanece segura é simbólica da Sua natureza humana. Enquanto a Santíssima Mãe de Deus está segurando as mãos de Jesus para confortá-lo, ela também as estende para nós. Ela apresenta Jesus como ele é, totalmente Deus, mas também totalmente homem. Dessa forma, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro também é um ícone que expressa a verdade da encarnação.

História

Algumas das tradições mais antigas afirmam que este ícone era uma das imagens de Nossa Senhora e Cristo feita por São Lucas. A evidência arqueológica coloca a origem do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro provavelmente em algum momento dos anos 1200. Este ícone mede cerca de 54 x 41,5 cm. Foi mantido em uma igreja na Grécia, na ilha de Creta. Próximo ao final do século XV um comerciante levou o ícone de barco para Roma. Alguns relatos dizem que ele roubou o ícone, mas o procurou em oração durante uma tempestade no mar. Quando chegou a Roma, ficou doente. Antes de morrer, pediu a um amigo que levasse o ícone a uma das igrejas de Roma.

Em vez de fazer isso imediatamente, o homem levou o ícone para casa. Lá, sua esposa viu a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e insistiu para que guardassem o ícone em sua casa. Aqui, os relatos do que aconteceu são diferentes. O que as variações têm em comum é que a Bem-Aventurara Virgem Maria apareceu aos membros da família do amigo (especialmente à filha). Nas visões, Maria pede que seu ícone seja levado a uma igreja onde possa ser venerado publicamente. Em um relato, ela adverte que o marido morrerá se ele não devolver o ícone à igreja. Por mais que a família estivesse convencida, eles acabaram entregando o ícone aos cuidados da Igreja.

Em 27 de março de 1499, o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi levado em procissão à igreja de São Mateus. O local se tornou um local popular de peregrinação pelos próximos trezentos anos. Então a guerra devastou a área e a igreja foi destruída. O ícone foi deixado aos cuidados dos monges agostinianos.

O local da antiga igreja de São Mateus tornou-se o local de uma nova igreja – Santo Afonso – também o lar dos Redentoristas. Depois de muitos anos, o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi lembrado, e os Redentoristas apelaram a São Pio IX para que ele retornasse à sua Igreja. Portanto, o ícone recebeu outra procissão em 26 de abril de 1866, quando foi entronizado na igreja de Santo Afonso. É aí que o ícone original de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro permanece até hoje.

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Adaptado de: The Byzantine Life.

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