Por que há ícones com sol, lua e estrelas?

A tradição de retratar estrelas e constelações na arte cristã remonta aos tempos antigos. Vemos seus lampejos vermelhos nos misteriosos cofres brancos das catacumbas romanas; encontramos o brilho dourado nos mosaicos de Ravena dos séculos V e VI;  vemos caretas bizarras dos corpos celestes nos pergaminhos dos manuscritos bizantinos, nos chamados “cosmógrafos” que descrevem o arranjo do universo. Encontramos imagens de signos do zodíaco nas basílicas cristãs da Europa dos séculos XII e XIII.

Os corpos celestes testemunharam e até participaram dos principais eventos da história cristã. Podemos lembrar a estrela da Natividade de Cristo aparecendo diante dos magos (Mateus 2, 9). Portanto, suas imagens são harmoniosamente integradas nas cenas correspondentes. Dois discos de cores vermelho e prata quase sempre estão presentes na cena da crucificação nos dois lados da cruz. Estes são os sinais do sol e da lua. Ambas as luzes também estão presentes na cena do Juízo Final, no topo, juntamente com os anjos dos céus (Apocalipse 6,12-14).

Um cristão acredita que é Deus, não as estrelas, que governa sua vida. Portanto, as imagens dos corpos celestes e até dos signos do zodíaco são apenas um lembrete para nós: os corpos celestes, criados no quarto dia (Gênesis 1, 14-18), são chamados para louvar o Senhor juntamente com o resto do mundo criado (Salmo 149, 1-4) a participar do serviço divino universal e obedecer à vontade de seu Criador.

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