Por que Maria é a figura humana mais importante do cristianismo?

Do ponto de vista ortodoxo, nada poderia ser mais chocante do que o fato de um cristão ter dificuldade em identificar Maria como uma das principais preocupações da fé, não importando em tratá-la como algo tabu. Tendo experimentado ambos os lados da questão, achei que valeria a pena compartilhar rapidamente a razão pela qual Maria é tão importante em nossa fé.

A “mãe” fora da visão cristã já é tanto o símbolo quanto a realidade da conexão mais profunda possível entre duas pessoas. Numa relação mãe-filho ideal, a criança recebe amor e afeição que nunca encontrará igual a ela em sua vida. Em termos arquetípicos, a ‘Grande Mãe’ é encontrada ao longo da história mundial na literatura, mito, religião e psicologia.

Mas dentro de termos cristãos estritamente históricos, a teologia da Santíssima Mãe de Deus se eleva muito acima de qualquer uma dessas concepções. De fato, muitos mistérios da fé cristã são conhecidos por ela e, ironicamente, tornam-se mais paradoxais. Tal como, como a providência divina está de acordo com a liberdade das criaturas (isto é, como a Encarnação não poderia acontecer sem o consentimento de Maria); como em seu título Santíssima Mãe de Deus toda a história da salvação, ou melhor, da economia divina, está contida; como esta Virgem se tornou apta pelo Espírito Santo para receber em seu ventre o Filho de Deus, etc.

Esses mistérios começam a explorar as razões pelas quais o cristianismo oriental considera que a Santíssima Mãe de Deus são de extrema importância. Ela é frequentemente encontrada em ícones com as mãos levantadas e com o menino Jesus no peito. Essa postura é conhecida como Oranta, comum aos judeus e cristãos históricos, como representando a atitude corporal da oração.

Para os orientais, este posição revela a “Igreja” (isto é, a assembleia de todos os fiéis cristãos e adoradores de direito) personificados pela Mãe de Deus – aquela que confinou dentro de si o Deus inconfiável. Ela tinha a Palavra literal de Deus – Cristo na carne – habitando em seu ventre.

Sua vida única revela a comunhão dos santos e da personalidade em sua mais alta capacidade. Ela é o exemplo por excelência do que os cristãos se esforçam para se tornar: a morada de Deus, o templo do Espírito Santo; ela continua sendo a mais alta realização humana possível da comunhão com Cristo.

Ela não é algum tipo de Salvador substituto, ou alguma forma de separação desnecessária entre o fiel e Cristo. Muito pelo contrário. Ela é o elo vital entre todos os fieis e Cristo. Ela tornou a salvação possível. 

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