A vocação para a semelhança com Deus

Os santos Padres ensinam que a pessoa humana, transfigurada em Cristo, é chamada a assemelhar-se no seu modo de vida com o modo de vida de Deus. Somente em Cristo é possível compreender o plano de Deus, segundo o qual e para o qual o homem foi criado, e compreender a vida humana na sua plenitude.

A vida em Cristo, que nos é dada nos santos sacramentos, é o fundamento da moral cristã, isto é, das regras e normas de conduta do cristão. A vida moral cristã é um testemunho de fé. A expressão ativa da fé cristã na dimensão pessoal, familiar e sociopolítica, e em outras mais dimensões da vida humana exige verdadeiro heroísmo e coragem. Criado à imagem de Deus, o homem é chamado a refletir Deus na sua vida cristã, manifestar o mistério da vida da Santíssima Trindade, e assim progredir, passando da imagem à semelhança de Deus. Todo o cristão é chamado a que a “representação” do mistério da vida divina se manifeste cada vez mais claramente em sua própria vida. Atingir a semelhança divina por meio de ações concretas representa a moral cristã.

De acordo com a antiga tradição da Igreja, todos os cristãos, pelo poder da graça do sacramento do Batismo, são consagrados a Deus; portanto são chamados à santidade, isto é, tornar-se semelhantes a Deus. Essa vocação se realiza por muitos caminhos: no matrimônio cristão, na vida consagrada, no estado virginal, de acordo com os dons do Espírito Santo que cada um recebe em abundância. Sobre isso, diz São Paulo: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos” (1Cor 12, 4-7).

Fonte: Cristo nossa Páscoa: Catecismo da Igreja Greco-Católica Ucraniana. Tradução: Pe. Soter Schiller, OSBM. Curitiba: Serzegraf, 2014, n. 725-727.

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