A oração de Jesus e a oração do rosário na Igreja Oriental

“Não há debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual devemos ser salvos”
(At 4, 12).

“Salve, cheia de graça, o Senhor está convosco!”
(Lc 1, 28).

A nossa tradição religiosa ao longo dos séculos fez chegar aos nossos dias a experiência de uma oração profunda e, ao mesmo tempo, simples, que consiste na contínua repetição das palavras; “Senhor, Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador”. Pela incessante repetição do nome de Jesus Cristo, essa oração é chamada de “oração de Jesus”. A prática da “oração de Jesus” tem por finalidade interiorizar no nosso coração a constante e viva consciência da presença de Deus[1].

A “oração de Jesus” é rezada sobre um “rosário”, uma enfiada de cem contas, para repetir cem vezes o “Senhor, Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador”. A “oração de Jesus” começa, como as “orações cotidianas”, com o “início comum” (“Rei celeste”, Triságio, Santíssima Trindade, Pai Nosso…) até ao Símbolo da Fé, inclusive. Daí passamos para a “centena”, repetindo cem vezes a “oração de Jesus”. As repetições podem ser contadas em uma “centena”, duas ou mais. Cada “centena” é concluída com o “É digno” à Mãe de Deus; e cada “centena” seguinte se reinicia com o “Vinde, adoremos”. No entanto, o número de repetições não é um fim em si; é um meio para consolidar no nosso coração o sentimento da presença de Deus.

Junto com a “oração de Jesus” é praticada, na nossa Igreja, a oração do rosário à Mãe de Deus. “O rosário, ou o saltério em honra à Imaculada Virgem Maria, é uma piedosa forma de oração a Deus, fácil e apropriada para todos. Consiste no render glória à Santíssima Mãe de Deus pela repetição da oração «Ave Maria» 150 vezes – segundo o número dos salmos de Davi; cada dezena é intermediada pela oração do Senhor com as devidas meditações sobre a vida de Nosso Senhor, Jesus Cristo”[2]. O Papa João Paulo II acrescentou às tradicionais quinze meditações do rosário mais cinco: são os “mistérios luminosos”[3].

[1] Cf. Devocionário “Vinde, adoremos”: Oração de Jesus.

[2] Pio IX: Bula Consueverunt Romani Pontifices (“Costumavam os Romanos Pontífices), (17 de setembro de 1869).

[3] João Paulo II; Carta apostólica Rosarium Virginis Mariae (“Rosário da Virgem Maria”), (16 de outubro de 2002), 21.

Fonte: Cristo nossa Páscoa: Catecismo da Igreja Greco-Católica Ucraniana. Tradução: Pe. Soter Schiller, OSBM. Curitiba: Serzegraf, 2014, n. 693-695.

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