Conheça os Grupos de Trabalhos aprovados para o Simpósio Nacional de Cultura Ucraniana

Os coordenadores do Simpósio Nacional de Cultura Ucraniana que acontecerá nos dias 22 e 23 de outubro divulgaram os quatro Grupos de Trabalhos (GTs) nos quais os interessados poderão se inscrever, clicando aqui.

Conheça cada um dos grupos:

GT1: Comunidade ucraniana: Igreja, Pastoral e Cultura

Coordenadores:

Ariane Andruchechen.
E-mail: adrushyn@gmail.com
Marcos Antonio Nogas.
E-mail: marcosantonionogas@gmail.com

EMENTA: O povo ucraniano tem sua história marcada pela fé. Quando membros deste povo imigram para o Brasil trazem juntamente sua religiosidade específica, costumes e identidade étnica. A Igreja sempre foi um ponto de encontro para o povo ucraniano, desde os primeiros imigrantes, e em muitas comunidades até os tempos atuais, entre seus descendentes. É nessas comunidades de fé que a riqueza cultural se mantém viva e atuante pelo protagonismo de cada pessoa. Portanto, o objetivo deste GT é criar um  espaço de discussão sobre temas referentes à comunidade de fé, rito, protagonismo do leigo, bem como analisar a relação entre fé e cultura entre os ucranianos no Brasil.  Acolhe-se estudos sobre questões relacionadas a fé, identidade religiosa, memória, pastoral, cultura, laicato, eclesialidade, formas de pertença e participação, relações com a igreja latina pós-Concilio Vaticano II. Este GT está aberto a pesquisas e propostas de trabalho que apresentem o tema em áreas afins das ciências humanas e sociais.

GT2: Ucranianos e seus descendentes: migrações, transformações e adaptações de seu modo de vida pelo território brasileiro

Coordenadora:

Jania Maria de Paula.
E-mail: jania.maria@ifro.edu.br

EMENTA: Os imigrantes ucranianos vindos ao Brasil a partir de fins do século XIX, fixaram-se prioritariamente em terras paranaenses. Ali organizaram suas colônias, adaptando-se ao novo ambiente para reproduzir nele o modo de vida trazido da Ucrânia. Ao longo do tempo, a modernização agrícola do Paraná, ocorrida entre as décadas de 1950 e 1960, levou as novas gerações de seus descendentes, tal qual os antepassados, a lançarem-se outra vez em amplos movimentos migratórios. Sob o ciclo de migrações internas, uma das rotas escolhidas foi o movimento pelo oeste do país, ocupando estados como Mato Grosso e Rondônia, outra opção foi a direção para grandes cidades da região Centro Sul. Considerando os novos espaços ocupados pelos descendentes de ucranianos, este GT se interessa em analisar o seu atual modo de vida (manifestações culturais, produção do espaço sociogeográfico, cosmovisão, religiosidade, etc) quando, em busca de terra e de trabalho, migraram para outros espações do território nacional. Seu objetivo é reunir e discutir resultados de pesquisas, institucionalizadas ou não, que abordem a temática das migrações internas dos descendentes de ucranianos e a construção de novos ambientes de vida fora dos espaços tradicionais de manifestação da cultura ucraniana.

GT3: Identidade ucraniana no Paraná

Coordenador:

Lourenço Resende da Costa.
E-mail: resendedacosta@gmail.com

EMENTA: Os imigrantes ucranianos e seus descendentes contribuíram significativamente na construção da História paranaense. A partir do momento em que os pioneiros desembarcaram em solo brasileiro a cultura trazida passou a ser ressignificada em face da sociedade receptora. Em razão das interações com a sociedade anfitriã os liames identitários foram sendo edificados e a definição da identidade ucraniana passou a ocorrer.  Importante frisar que a identidade não prescinde da cultura. Portanto, com o GT o objetivo é discutir a constante construção e reconstrução da identidade ucraniana no Paraná a partir das relações desenvolvidas com a sociedade brasileira nos 130 de sua presença no Brasil, especialmente no Paraná. Assim sendo, o GT acolherá trabalhos que problematizam como a cultura trazida pelos imigrantes se desenvolveu e se transformou no território paranaense e como nesse processo a identidade foi construída. A culinária, a língua, a religião e seu rito, a dança, o trabalho, entre outros aspectos, podem ser analisados a partir de diferentes áreas do conhecimento, portanto, o GT pretende fomentar uma discussão histórica e ao mesmo tempo interdisciplinar.

GT4: A arte de nashi liúde: manifestações artísticas de descendentes de imigrantes ucranianos no Paraná

Coordenadora:

Viviane Cristina Princival.
E-mail: vivi_princivall@hotmail.com

EMENTA: “Nashi liúde spivaiuth” foi o tema de minha dissertação de mestrado, cuja proposta será lançada em formato de livro no presente evento sediado pela FASBAM, em 2021. O canto ucraniano, e principalmente seu ensino nas comunidades de descendentes de imigrantes ucranianos no Paraná, pelo maravilhamento da polifonia vocal, é apenas uma das faces da arte e da cultura da comunidade de descendentes de imigrantes de nossa cultura no estado do Paraná. Há, ainda, consideráveis contribuições artísticas de pelo menos dois aportes: os grupos folclóricos ucranianos espalhados pelo estado, e a arte religiosa, que tem como função, servir a liturgia, mas é, muitas vezes, o pilar de sustentação da expressão artística deste grupo, quando há escassez de outras possibilidades, ou seja, a arte religiosa do rito bizantino sustenta o ensino da arte ucraniana no estado do Paraná, pelas linguagens da arte que envolve. Além disso, quem nunca teve uma pessanka em casa? Ou um tecido bordado para a mesa ou para as roupas? São itens fortemente presentes no lar de descendentes da etnia ucraniana no estado do Paraná. Deste modo, o presente GT se propõe a acolher discussões acerca da arte da comunidade de descendentes de imigrantes ucranianos, em suas distintas linguagens: a arte folclórica pela dança, performance, figurino, produção cênica, o canto, a orquestra, etc, a arte religiosa pela polifonia vocal, a arquitetura e iconografia, as expressões caseiras de bordados, pinturas, canções, e o que mais a arte de nashi liúde possa envolver!

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