Mais 3 ações práticas dos estóicos para você começar ainda hoje

Vire o obstáculo de cabeça para baixo

“Escolha não ser ferido e você não se sentirá ferido. Não se sinta prejudicado e você não foi.” – Marco Aurélio

Os estoicos faziam um exercício chamado Virando o Obstáculo de Cabeça para Baixo. O que eles pretendiam fazer era tornar impossível não praticar a arte da filosofia. Porque se você pode transformar adequadamente um problema de cabeça para baixo, todo “mau” se torna uma nova fonte de bem.

Suponha, por um segundo, que você esteja tentando ajudar alguém e ela responde sendo grosseira ou não querendo cooperar. Em vez de dificultar sua vida, diz o exercício, na verdade eles estão direcionando você para novas virtudes; por exemplo, paciência ou compreensão. Ou a morte de alguém próximo a você; uma chance de mostrar coragem.

Marco Aurélio descreveu assim: “O impedimento à ação avança. O que fica no caminho se torna o caminho.”

O refrão comum sobre os empreendedores é que eles aproveitam, até criam, oportunidades. O que um estoico faz é transformar todos os obstáculos em uma oportunidade.

Não há nada de bom ou ruim para os estoicos praticantes. Existe apenas percepção. Você controla a percepção. Você pode optar por extrapolar a primeira impressão (‘X aconteceu.’ -> ‘X aconteceu e agora minha vida acabou.’). Se você amarrar sua primeira resposta ao desapego, descobrirá que tudo é simplesmente uma oportunidade.

2. Lembre-se: é tudo efêmero

“Alexandre, o Grande, e seu motorista de mulas morreram e o mesmo aconteceu com os dois.” – Marco Aurélio

Marco Aurélio escreveu para si mesmo um lembrete simples e eficaz para ajudá-lo a recuperar a perspectiva e manter o equilíbrio:

“Veja a lista daqueles que sentiram raiva intensa de algo: o mais famoso, o mais infeliz, o mais odiado, o que quer que seja: onde está tudo isso agora? Fumaça, poeira, lenda… ou nem mesmo uma lenda. Pense em todos os exemplos. E quão triviais são as coisas que queremos tão apaixonadamente.”

É importante observar que ‘paixão’ aqui não é o uso moderno com o qual estamos familiarizados, entusiasmados ou preocupados com alguma coisa. Lembre-se de como você é pequeno. Por falar nisso, lembre-se de quão pequeno é quase tudo. Lembre-se de que as realizações podem ser efêmeras e que você as possui por apenas um instante.

Se tudo é efêmero, o que importa? Agora importa. Ser uma boa pessoa e fazer a coisa certa agora, é isso que importa e é o que é importante para os estoicos.

Veja Alexandre, o Grande, que conquistou o mundo conhecido e teve cidades nomeadas em sua homenagem. Isso é conhecimento comum. Os estoicos também apontariam que, uma vez embriagado, Alexandre entrou em uma briga com seu amigo mais querido, Cleito, e acidentalmente o matou. Depois, ficou tão desanimado que não conseguiu comer nem beber por três dias. Sofistas foram chamados de toda a Grécia para ver o que eles podiam fazer com sua dor, sem sucesso.

Essa é a marca de uma vida bem-sucedida? Do ponto de vista pessoal, pouco importa se o seu nome está estampado em um mapa se você perder a perspectiva e ferir as pessoas ao seu redor.

Aprenda com o erro de Alexandre. Seja humilde, honesto e consciente. Isso é algo que você pode ter todos os dias da sua vida. Você nunca terá que temer que alguém o tire de você ou, pior ainda, que ele o domine.

3. Tenha a visão de cima

“Como Platão colocou lindamente. Sempre que você quiser conversar sobre pessoas, é melhor ter uma visão panorâmica e ver tudo de uma só vez – reuniões, exércitos, fazendas, casamentos e divórcios, nascimentos e mortes, tribunais barulhentos ou espaços silenciosos, todos os estrangeiros, feriados , memoriais, mercados – todos misturados e organizados em um emparelhamento de opostos.” – Marco Aurélio

Marco costumava praticar um exercício que é referido como “assumir a visão de cima” ou “a visão de Platão”. Ele nos convida a dar um passo atrás, diminuir o zoom e ver a vida de um ponto de vista mais alto do que o nosso. Este exercício – visualizar todos os milhões e milhões de pessoas, todos os “exércitos, fazendas, casamentos, nascimentos e mortes” – nos leva a ter uma perspectiva e, como no exercício anterior, nos lembra como somos pequenos. Ele nos reorienta.

Ver como somos pequenos no grande esquema das coisas é apenas uma parte deste exercício. O segundo ponto, mais sutil, é explorar o que os estoicos chamam simpatia, ou uma interdependência mútua com toda a humanidade. Como disse o astronauta Edgar Mitchell, uma das primeiras pessoas a realmente ter uma ‘visão de cima’ real: “No espaço exterior, você desenvolve uma consciência global instantânea, uma orientação para as pessoas, uma intensa insatisfação com o estado do mundo e uma compulsão de fazer algo a respeito.” Dê um passo atrás de suas próprias preocupações e lembre-se de seu dever para com os outros. Tenha a visão de Platão.

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