Freud e Spinoza: a razão, a necessidade e a liberdade

O Prof. Dr. Rogério Miranda de Almeida, juntamente com o Prof. Dr. Allan Martins Mohr, do Curso de Psicologia da FAE – Centro Universitário, tiveram o seu mais recente artigo publicado pela Revista de Filosofia Trans/Form/Ação, pertencente ao Departamento de Filosofia da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus Marília.

Nestas reflexões, os autores tencionam a analisar os conceitos spinozianos de Deus, do homem e da razão, para, a partir do caráter necessário que os permeia, interrogarmos se existiria também a possibilidade de uma liberdade humana no pensamento do autor da Ética. Se tal liberdade existe, ela estaria situada no próprio plano racional, o que, por sua vez, levantaria ingentes problemas. A mesma questão – a da possibilidade de uma liberdade, em Freud – estaria colocada na margem de ação que, até certo ponto, ele assinala ao eu, por intermédio de sua nova divisão do aparelho psíquico, em Além do princípio de prazer (1920) e O eu e o isso (1923). Avancemos desde já que, se a ênfase de Spinoza, no que diz respeito à liberdade, recai sobre a razão, em Freud o acento é colocado sobretudo na simbolização e na significação que a tensão do desejo pode acarretar. Portanto, o nosso objetivo não é o de mostrar, ou provar, qualquer vínculo de dependência de Freud vis-à-vis de Spinoza. A nossa intenção é, antes, fazer ressaltar as diferenças que os separam, no que concerne à questão da necessidade e da liberdade.

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Sobre a revista: A Revista de Filosofia Trans/Form/Ação, visa tem o objetivo de publicar artigos de filosofia ou que tenham relevância para pesquisa em filosofia. Promover debate e interlocução de idéias e textos entre pesquisadores do Brasil e do exterior. Área de interesse: Filosofia. Teve seu primeiro número publicado em 1974 pelo Departamento de Filosofia da extinta Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, que em 1976 passou a integrar a Universidade Estadual Paulista (UNESP). Logo a seguir, o Departamento se transferiu para o campus de Marília. Desde então os maiores pesquisadores paulistas, bem como outros filósofos brasileiros e estrangeiros a eles vinculados, foram entrevistados ou publicaram artigos. No início, a revista ajudou a articular a criação de um Programa de Pós-Graduação em Filosofia e um hoje tradicional evento, a Jornada de Filosofia e Teoria das Ciências Humanas. Por seu papel de fomentar o estudo da filosofia acadêmica, por estabelecer um pólo cosmopolita e pela estatura de seus primeiros colaboradores (Gilles Gaston Granger, Gérard Lebrun, Antônio Cândido de Mello e Souza, José Arthur Giannoti, Marilena de Souza Chaui, Carlos Arthur Ribeiro do Nascimento entre outros) adquiriu presença marcante no cenário filosófico nacional e na interlocução com grandes pensadores europeus.

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