A Comunicação como Anunciadora da Paz

2018: Rússia e China se unem para realizar os maiores exercícios militares em 40 anos com cerca de 300 mil homens, 1 mil aviões e 36 mil blindados.

É a partir deste contexto que gostaríamos de direcionar a reflexão filosófica de hoje. Tantas são as possibilidades de conflitos internacionais nesta época, mesmo a comunicação sendo tão ágil e acessível até para aqueles que possuem pouquíssimos recursos financeiros e intelectuais. Podemos dizer até que vivemos na Era da Comunicação.

Contudo, é de se observar cada vez mais que tanto o diálogo como a formação integral do homem, estruturantes da estabilidade política e da paz entre as pessoas, vêm sendo deixados de lado entre os meios de comunicação. No fim das contas, o mundo e os homens têm se atido muito mais a informação do que a formação. Informação esta, tão líquida, que sua relevância na sociedade, dura apenas poucas horas.

Assim sendo, o homem, por este caráter de liquidez da comunicação nos dias de hoje, vem deixando cada vez mais de lado sua capacidade racional de reflexão, esquecendo-se daquilo que o faz ser diferente e elevado dos demais seres: a capacidade de refletir. Isto, porque acontecem fatos importantes de relevância vital a nós que, em poucas horas, esquecemos todo o referido e tudo o que recebemos como informação vira como que lixo.

O homem tem cada vez menos se importado com as questões fundamentais para a humanidade como um todo e vem se imergindo num universo pragmatista e imediatista. El não procura entender os problemas e as suas consequências para a vida humana. Vive cada vez mais sem lutar pelos ideais que professa, deixando-se levar do viver pelo viver.

Dessa forma, a comunicação, sem ambas as características do diálogo, não tem sido capaz de gerar comunidade entre a família humana, o que seria consequência fundamental para a mesma. É impossível imaginar um mundo que tenha paz sem imaginar as pessoas vivendo em comunidade, assim como é impossível imaginar a constituição de uma comunidade sem o aspecto da comunicação – entendendo a comunicação como sinônimo de “vida com os outros” e a comunidade como fruto desta.

Portanto, torna-se necessário relembrar ao homem de hoje a sua faculdade de reflexão, a fim de que a comunicação possa ser íntegra em todos os seus meios e capaz de gerar o produto final a que se propõe: a formação do homem, a integração entre os indivíduos e a capacidade de entender e viver o conceito humano.

Autor: Daniel Malaquias dos Santos, estudante do 2º ano do Curso de Filosofia.

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