CIÊNCIA E FÉ EM HILDEGARD VON BINGEN

Autores

  • Maria Simone Marinho Nogueira
  • Ana Rachel G. C. de Vasconcelos

DOI:

https://doi.org/10.35357/2596-092X.v4n8p57-72/2022

Palavras-chave:

Mulher medieval, Dialética, Razão, Fé, Século XII

Resumo

Este artigo tem por objeto o pensamento de Hildegard von Bingen, uma importante mulher que viveu no século XII e deixou diversas obras escritas. Em suas obras médico-científicas e visionárias, é possível tanto identificar as suas principais influências intelectuais como compreender a sua visão sobre o homem e o universo. A partir daí, muito do contexto em que ela viveu – da conflituosa transição da cosmologia simbólica platônica para a astronomia de Aristóteles e Ptolomeu – se torna mais claro. Em seu tempo, a filosofia começava a ter contornos próprios, mais definidos, descolando-se da teologia e até mesmo investigando questões concernentes à fé, o que incomodou a muitos. Este artigo traz a postura de Hildegard diante desta contenda: ela, como monja beneditina, mesmo conhecendo e sendo influenciada por pensadores importantes e valorizando o papel do conhecimento para a prática da religião, reverbera o pensamento tipicamente monástico de desconfiança ante a valorização da dialética e tece críticas à postura dos filósofos escolásticos, enfatizando, em oposição a eles, a humildade e a proeminência da fé.

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Publicado

2022-06-05