CIÊNCIA, RELIGIÃO E VIDA

UMA CRÍTICA AO OBJETIVISMO CIENTÍFICO E AO SUBJETIVISMO RELIGIOSO

Autores

  • Ramon Bolivar Cavalcanti Germano

DOI:

https://doi.org/10.35357/2596-092X.v4n8p37-56/2022

Palavras-chave:

Ciência, Religião, Objetivismo, Subjetivismo, Vida

Resumo

Neste trabalho apresentamos uma crítica à perspectiva objetivista da ciência, bem como à visão subjetivista da religião. Veremos em que sentido o objetivismo pode ser compreendido como a contradição da objetividade consigo mesma e como o subjetivismo pode ser entendido como a contradição da subjetividade consigo mesma. Na primeira parte, abordamos o problema do objetivismo científico tomando como ponto de partida a compreensão tradicional de objetividade científica. Frisamos então a distinção, que remonta a Popper, entre verdade objetiva e certeza subjetiva. Mostramos que há confusão na ciência quando um conhecimento objetivo é tratado como certeza peremptória. Essa é a característica básica do objetivismo. Na segunda parte do trabalho analisamos o problema do subjetivismo religioso a partir da distinção entre fé religiosa e eticidade (cuja expressão mais acabada é o amor). Valendo-nos de algumas intuições feuerbachianas, mostramos que, sem o amor, a fé religiosa entra em contradição com a eticidade, com a “realidade subjetiva do gênero”, com a essência intersubjetiva que é o núcleo de toda individualidade. O subjetivismo religioso é a exacerbação do caráter particular e exclusivo da fé religiosa. Nisso a subjetividade nega a sua dimensão originária, a saber: a intersubjetividade. Finalizamos mostrando como o objetivismo científico e o subjetivismo religioso são indícios importantes de uma crise da cultura

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Publicado

2022-06-05