O PROTRÉPTICO DE ARISTÓTELES, O HORTÊNSIO DE CÍCERO E A REFERÊNCIA DE SANTO AGOSTINHO ÀS ILHAS DOS BEM-AVENTURADOS NO LIVRO DE TRINITATE

Autores

  • Jorge Luís Gutiérrez

DOI:

https://doi.org/10.35357/2596-092X.v3n5p173-188/2021

Palavras-chave:

Agostinho, Aristóteles, Hortênsio, Protréptico, Virtudes

Resumo

No capítulo 9 do livro XIV de sua obra De Trinitate, Santo Agostinho tem como propósito responder à pergunta se as virtudes desaparecerão na vida futura. Responde que é uma questão controversa saber se as virtudes, que alimentam uma vida reta nesta existência de adversidade, deixarão de existir após termos sidos conduzidos à vida eterna, pois lá não precisaremos delas. Agostinho entende a vida eterna como a vida junto a Deus, portanto, uma vida de felicidade plena. Para exemplificar essa situação, ele cita o texto do Hortênsio no qual se fala da Ilha dos Bem-Aventurados, que na mitologia grega corresponde a um lugar de felicidade e de recompensa, equivalente aos Campos Elíseos; no caso de Agostinho, trata-se do Paraíso ou Éden dos cristãos. Ele conclui que na outra vida não precisaremos das quatro virtudes cardinais. Elas serão somente uma fraca lembrança deixada em nossa alma quando passamos por este mundo. O que Agostinho não sabia é que a citação do Hortênsio era, de fato, uma citação do Protréptico de Aristóteles.

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Publicado

2021-01-07