É POSSÍVEL EDUCAR AS EMOÇÕES?

Autores

  • Juliana Santana de Almeida

DOI:

https://doi.org/10.35357/2596-092X.v2n3p47-57/2020

Palavras-chave:

Emoção, Educar, Alma, Capacidades, Ética a Nicômaco

Resumo

O artigo trata a possibilidade de educar as emoções existente graças à sua possibilidade de ouvir e obedecer à razão. O estudo é feito a partir das propostas da Ética a Nicômaco, recorrendo, quando necessário, ao De anima e à Retórica, textos que dedicaram atenção às emoções. Para defender essa proposta, a investigação parte do Livro I da EN, que indica a possibilidade de a capacidade desiderativa ouvir e obedecer a razão. Com isso, percebemos que Aristóteles não pretende excluir os elementos não racionais da vida ética, estando mais preocupado em encontrar formas capazes de conciliar as capacidades anímicas e de sentir emoções na quantidade adequada, com as coisas certas, nos momentos convenientes, em direção a quê e a quem é adequado. Essa interpretação é possível porque o filósofo compreende a alma como algo composto, pondo as emoções, que são da alçada do desiderativo em contato com a parte racional da alma. Por isso, é necessário entender que Aristóteles propõe partes da alma que quando associadas conjugam o bom exercício de todas as capacidades anímicas humanas, levando às virtudes. Interpretação viável pela apresentação de faculdades encadeadas à parte racional que pode tocar a emoção, desde seu despertar até quando for moderada com o auxílio da razão prática.

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Publicado

2020-02-07