A Concepção de Felicidade e de Prazer segundo Epicuro

Desde a antiguidade o homem busca na filosofia o segredo da felicidade. Mas, poucos produziram respostas mais sugestivas e relevantes que Epicuro (341 a.C.). Ele acreditou que todos nós podemos encontrar um meio de sermos felizes. O problema, segundo ele, é que procuramos nos lugares errados. Ao contrário de muitos filósofos, não devemos nos sentir culpados por desejar uma vida prazerosa e prometia nos mostrar o caminho para chegarmos a ela.

Por mais que tenham se passado mais de dois mil anos a doutrina de Epicuro continua viva e atual, pois todos nós almejamos conseguir a felicidade. Nesse sentido, Epicuro enfatiza que uma das maneiras de alcançar a tão sonhada felicidade é por meio do prazer, porém não é o prazer apenas por prazer, e sim aquele prazer que traz serenidade de espírito, que é livre de dor e de qualquer espécie de sofrimento corporal, ou seja, a saúde da alma.

Em sua obra Carta sobre a felicidade, Epicuro chama a nossa atenção para os nossos desejos e os classifica em dois tipos: os naturais e os inúteis. E nos alerta que entre os desejos necessários há alguns que são fundamentais para a felicidade, para o bem-estar e para a própria vida. Isso implica, no entanto, que devemos orientar nossos desejos para a manutenção saudável da nossa vida, que nos trará saúde de corpo e serenidade do espírito. Epicuro nos propõe que vivamos com simplicidade. Temos que educar o nosso corpo para o que é simples e não para prazeres extravagantes. Ele afirma, que tanto o alimento mais simples como o mais requintado proporciona o mesmo prazer em quem é saciado.

Por isso, quando educamos o nosso corpo para sentir prazer com as coisas simples e fáceis de conseguir mais felizes seremos. Com a autossuficiência, na verdade Epicuro chama a nossa atenção para viver com liberdade de espírito. Logo após classificar os desejos é necessário fazer a orientação deles em nossa vida, pois eles conduzirão a prática do nosso prazer. Contudo, não é a realização de qualquer tipo de prazer. É um prazer com ausência de qualquer tipo de dor. Reforça, dessa força, que não é um prazer imoderado e sem sentido. E sim, um prazer que de alguma forma nos faça bem interiormente e exteriormente. Aprendemos com a filosofia de Epicuro a bem viver. A dar valor as coisas simples, entendendo que o prazer que proporciona um bem estar para a alma e para o corpo não nos corrói e nem nos torna escravos, mas sim, donos da nossa tão sonhada e almejada felicidade. Para quem vive um vida de prazeres em excesso, o prazer torna-se dor e infelicidade. Os prazeres que trazem dor devemos evitar, pois só aqueles prazeres que nos dão alegria e felicidade devem ser constantemente buscados.

Autor: Josefferson Magalhães dos Santos, estudante do 2º ano do Curso de Bacharelado em Filosofia.

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